No casamento, é melhor conversar do que pensar mal do outro
02 de maio de 2022, segunda
Um casamento em que marido e mulher alegam não ter diferenças entre eles, em que não há discussões, nem brigas pode denotar um sinal de indiferença que não é saudável. Essa situação visa evitar confrontos e faz mais mal do que bem. O casal busca uma zona de conforto falsa por não saber o valor que o outro tem como pessoa no desafio de construírem juntos a sua história de amor.
Como, nesta história, se deve ter um interesse autêntico na melhora do cônjuge e de tudo o que diz respeito ao projeto matrimonial, mais de uma vez é necessário discutir. Mas é preciso que esposo e esposa sejam claros, francos, diretos e saibam dizer o que se quer sem ferir os sentimentos do outro ou menosprezá-lo.
Pode ser uma aprendizagem árdua, em que é necessário aceitar as diferenças individuais como um benefício. Os defeitos e limitações do outro são uma oportunidade para desenvolver as próprias virtudes.
Mesmo que isso não seja “mamão com açúcar”, o certo é que “assim como sem vento a ave não pode voar”, sem as provas da convivência, o casamento não pode crescer. Por isso, as discussões moderadas no casamento são normais e necessárias.
Nessas discussões se devem evitar ou, pelo menos, esclarecer as presunções erradas que um cônjuge pode ter sobre o outro por sua maneira de dizer, pensar, fazer.
O que não pode é, ao invés de focar nos problemas, atacar a pessoa, afetando o respeito, a autoestima que sustenta o amor, fazendo brotar de tantas formas uma relação de violência que, quando entra em uma espiral ascendente, mata o amor.
As presunções – certas ou erradas – se fundem em experiências de vida que, em todas as pessoas, passam por uma estrutura de pensamento que filtra e dá forma a todas as ideias.
Fonte: Aleteia
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