Fe Catolica https://www.fecatolica.com.br Noticias Catolicas pt-br Solmaster Leão XIV: o testemunho corajoso de Francisco é um patrimônio para a Igreja https://www.fecatolica.com.br/noticias/leao-xiv-o-testemunho-corajoso-de-francisco-e-um-patrimonio-para-a-igreja/ Mesmo em viagem, Leão XIV não deixou de se fazer presente na missa celebrada na Basílica de Santa Maria Maior para recordar o primeiro aniversário da morte do Papa Francisco. A celebração eucarística foi presidida pelo decano do Colégio Cardinalício, card. Giovanni Battista Re, que leu a mensagem pontíficia no momento da homilia. Eis na íntegra da mensagem:

"No primeiro aniversário da morte do querido Papa Francisco, sua memória permanece viva na Igreja e no mundo. Ausente de Roma devido à viagem apostólica à África, uno-me espiritualmente a todos aqueles que se reunirão na Basílica Liberiana para celebrar o Sacrifício Eucarístico em suffrágio do meu Predecessor. Saúdo com carinho, juntamente com os Cardeais, os Bispos, os sacerdotes e os religiosos, os peregrinos que chegaram para lhe testemunhar afeto e gratidão.

A morte não é um muro, mas uma porta que se abre para a Misericórdia que o Papa Francisco tem incansavelmente anunciado. O Senhor o chamou para junto de Si no dia 21 de abril do ano passado, no coração da luz pascal. Ele concluiu sua peregrinação terrena no abraço de Cristo Ressuscitado, naquela ´alegria do Evangelho´ que inspirou uma de suas Exortações Apostólicas mais incisivas.

Ele foi sucessor de Pedro e pastor da Igreja universal numa época que marcou e ainda está marcando uma mudança de era, essa mudança da qual Ele estava plenamente consciente, oferecendo a todos nós um testemunho corajoso, que representa um patrimônio significativo para a Igreja.

Seu magistério foi vivido como discípulo-missionário, como ele gostava de dizer. Permaneceu discípulo do Senhor, fiel ao seu Batismo e à consagração no ministério episcopal, até o fim. Foi também missionário, anunciando o Evangelho da misericórdia ´a todos, a todos, a todos´, como costumava dizer várias vezes. Os benefícios suscitados por seu testemunho de Pastor solícito contagiaram o coração de tantas pessoas, até aos confins da terra, graças também às peregrinações apostólicas e especialmente àquela última ´viagem´ que foi sua doença e sua morte.

Em sintonia com seus antecessores, ele assumiu a herança do Concílio Vaticano II e incentivou a Igreja a estar aberta à missão, a ser guardiã da esperança do mundo e a se dedicar com paixão ao anúncio daquele Evangelho capaz de dar plenitude e felicidade a toda vida.

Ainda ouvimos ressoar suas exortações, expressas com palavras eloquentes, para tornar mais compreensível a boa nova: misericórdia, paz, fraternidade, cheiro das ovelhas, hospital de campanha e tantas outras. Cada uma dessas expressões nos remete ao Evangelho que Ele viveu com uma linguagem nova que anuncia o mesmo Evangelho de sempre.

O Papa Francisco nutriu uma profunda devoção a Maria ao longo de toda a sua vida; lembramos, de fato, que ele se deslocou tantas vezes à Basílica de Santa Maria Maior, local de seu sepultamento, e a muitos santuários marianos espalhados pelo mundo. Que a Virgem Maria, Mãe da Igreja, nos ajude a ser, em todas as circunstâncias, apóstolos incansáveis de seu divino Filho e profetas de seu amor misericordioso."
A celebração da missa foi precidida da oração do Terço na Capela Paulina, ao final da qual foi revelada no lado direito da capela uma placa comemorativa do vínculo especial entre o Papa Francisco e a imagem da Salus Populi Romani. Na placa há uma inscrição em latim, feita em bronze e composta por 160 caracteres de dois tamanhos diferentes, que diz: “Francisco, Sumo Pontífice, que 126 vezes se deteve em oração devota aos pés da Salus Populi Romani, por sua vontade repousa nesta Basílica Papal - 26 de abril de 2026 - primeiro aniversário da morte”.

Fonte: Vatican News
https://www.vaticannews.va
]]>
Por que calar o Papa? https://www.fecatolica.com.br/noticias/por-que-calar-o-papa/ Vivemos uma mudança de época, na qual tudo multiplicam-se os conflitos. Os embates são frequentes. Um exemplo são as críticas que o presidente dos Estados Unidos fez ao papa Leão XIV. Irritado pela pregação do papa, em favor da paz, ele o criticou de forma contundente e desaforada ao seu estilo. O papa, no entanto, segue os ensinamentos de Jesus Cristo que recusou a violência como método de ação. Jesus ensinou que são “Bem-aventurados os que promovem a paz” (Mt 5,9).

 O cristão combate o mal pelo bem. A lógica da violência e da guerra só destroem. Com a guerra todos perdem, ninguém ganha. A proposta de Jesus Cristo irrita os donos do poder que preferem a lei da selva: o mais forte manda, os outros obedecem. É a lei da força em detrimento da razão e da fraternidade.   

Já vimos esse “filme” antes na história do século XVIII. O imperador da França, Napoleão Bonaparte, devastou a Europa com guerras sem fim. Confiscou os bens da Igreja e levou o papa prisioneiro para a França. O papa era submetido a constantes pressões para ceder à vontade do imperador. Devia estar subordinado, como instrumento a serviço do império napoleônico.  

Muitos julgaram que o papado tinha chegado ao fim. Porém, a Igreja, sem exército para defender-se, rezava, e o papa invocava o auxílio de Nossa Senhora Auxiliadora dos cristãos. Em 1814 o imperador perde a batalha de Leipzig e parte para o exílio, no qual morre. O papa volta para Roma e continua a sua missão.

O argumento mais usado para calar a Igreja, submetê-la, e até expulsar a religião da sociedade é o “Estado laico”. A fé seria uma questão pessoal e privada, não devendo estar e nem se manifestar no espaço público. Contudo, isto não é “Estado laico”, é laicismo.

Infelizmente permanece até nas sociedades democráticas, expressões de laicismo intolerante, que hostilizam qualquer forma de relevância política e cultural da fé, a não ser que estejam submetidas aos caprichos de quem governa. Procura-se desqualificar o empenho social e político dos cristãos, porque se reconhecem nas verdades ensinadas pela Igreja e obedecem ao dever moral de ser coerentes com a própria consciência: chega-se até a negar a ética natural.

O papa Francisco, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 2013, disse que o Estado laico é aquele que, sem assumir como própria nenhuma posição confessional, respeita e valoriza a presença da dimensão religiosa na sociedade, favorecendo suas expressões mais concretas. O “Estado laico” longe de ser um “Estado ateu” – que nega a existência de Deus – protege a liberdade de consciência de crença de seus cidadãos, permitindo a coexistência de vários credos.

O falso Estado laico que temos, inclusive no Brasil, é taxativo ao afirmar que, esse Estado laico, mas na verdade laicista.  Professa uma confessionalidade ideológica agnóstica, que ensina: “Quem tem convicção religiosa deve calar-se, quem é ateu ou agnóstico pode falar e impor-se aos outros. Assim, quem tem sempre razão é quem não tem religião e impõe o ateísmo como um dogma”.  

Não é um Estado de Direito Laico, democrático e pluralista, aquele no qual somente os ateus e agnósticos têm direito de falar e modelar as leis, e governar segundo os seus princípios. Ou ainda o Estado que pretende calar a voz das religiões e seus líderes, quando se sente incomodado. E pior ainda: colocar as religiões a seu serviço.

A liberdade religiosa de a liberdade de expressão, são direitos universalmente reconhecidos.

Dom Pedro Carlos Cipollini
Bispo de Santo André (SP)

Fonte: Cnbb
https://www.cnbb.org.br
]]>
Brasil teve 23 mil adultos batizados na Páscoa de 2025, disse arcebispo de Santa Maria https://www.fecatolica.com.br/noticias/brasil-teve-23-mil-adultos-batizados-na-pascoa-de-2025-disse-arcebispo-de-santa-maria/ “Está crescendo o número de batizados adultos no Brasil. No ano passado, 23 mil adultos foram batizados no dia de Páscoa, e este ano provavelmente esse número será ainda maior”, disse o arcebispo de Santa Maria (RS), dom Leomar Brustolin, durante coletiva de imprensa de sábado (18) na 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida (SP).
“O que nós estamos percebendo é que os católicos estão ou voltando ou muitos estão se convertendo ao catolicismo”, continuou.
Para ele, isso tem acontecido porque “nós prometemos só aquilo que Jesus promete. Nós anunciamos Jesus. Nós não podemos prometer o que Jesus não promete”.
“Acho que as pessoas começam a entender que por mais limites que temos, todos têm, todos têm, a igreja ainda é uma força diferencial na sociedade e nas questões religiosas”.
A fala de dom Leomar foi resposta a uma pergunta do jornalista Isaac Vale, da TV Canção Nova, sobre como a Igreja dialoga com pessoas em um contexto de secularismo crescente, no qual muitos veem Jesus apenas como um “super-herói” e não como Salvador.
Dom Leomar também disse que “o secularismo é muito forte e nós vivemos uma sociedade plural que tem várias escolhas e o que cresce segundo o senso são aqueles que se declaram sem religião”.
“Mas nós temos neste momento da história do Brasil alguns dados novos que estão nos dando muita esperança e trazendo um otimismo”, continuou.
Segundo ele, a tendência no crescimento de batizados adultos não ocorre só no Brasil. “Na França cresce, na Itália também cresce e na Espanha também”, concluiu.
Dom Leomar é o presidente do grupo de trabalho de redação do texto as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), principal tema da assembleia. As DGAE estão sendo discutidas pelos bispos em grupos dos 19 regionais da CNBB e será votado parágrafo por parágrafo nos próximos dias para a possível aprovação.

Por Nathália Queiroz

Fonte: Vatican News
https://www.vaticannews.va
]]>
Casa do Pão ultrapassa a marca de 150 mil atendimentos e projeta ampliar as ações em 2026 https://www.fecatolica.com.br/noticias/casa-do-pao-ultrapassa-a-marca-de-150-mil-atendimentos-e-projeta-ampliar-as-acoes-em-2026/ Legado do 18º Congresso Eucarístico Nacional, a Casa do Pão ultrapassou, em 2025, a marca de 150 mil atendimentos diretos a pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade no Recife. O balanço inclui a oferta de serviços básicos de proteção social como, entrega de refeições, promoção de cuidados com a higiene pessoal e orientação jurídica, e ações de evangelização.
De acordo com o relatório apresentado no começo do mês ao arcebispo de Olinda e Recife, dom Paulo Jackson, a Casa do Pão também ampliou as iniciativas de formação integral com iniciativas como o Cine Vida, oficinas, cursos e rodas de conversa. A instituição ainda realizou ações de saúde com atendimentos de exames e ofertas de medicamentos.
“Avançamos de maneira significativa nos processos de acolhida, formação humana, encaminhamentos intersetoriais e acompanhamento social, buscando não apenas responder às urgências, mas favorecer caminhos de reintegração social, autonomia e fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários”, afirma o diretor da Casa do Pão, diácono Aerton Carvalho.
Para além dos números, o Relatório 2025 revela o impacto do serviço prestado com apoio de parceiros, colaboradores e mais de 300 voluntários. O documento destaca cerca de 100 pessoas deixaram a situação de rua e conquistaram o direito à moradia.
Para o diácono Aerton, esses resultados reforçam a importância do trabalho em rede. “As parcerias estabelecidas com o poder público, a sociedade civil, as diversas expressões religiosas e as organizações sociais tornaram-se um dos pilares que sustentam e qualificam nossa atuação. A experiência diária confirma que ninguém cuida sozinho e que somente a corresponsabilidade e a comunhão de esforços tornam possível promover transformações reais e duradouras”, diz.

Metas para 2026

Para este ano, a Casa do Pão não quer só manter as ações de evangelização e socioassistenciais, como também ampliar o impacto, a participação social e a sustentabilidade da organização.
Entre as metas para 2026, estão promover ações de inserção produtiva e empregabilidade para pessoas atendidas pelo projeto; estruturar o atendimento psicossocial e institucional, com definição de fluxos, protocolos e registros.
Até dezembro, a direção da instituição espera ampliar a autonomia financeira da Casa do Pão e obter o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas).

Como ajudar?

A Casa do Pão foi inaugurada no dia 15 de novembro de 2022 durante o 18º Congresso Eucarístico Nacional realizado na Arquidiocese de Olinda e Recife com o tema “Pão em todas as mesas”.
Para ser parte dessa missão, qualquer pessoa pode se tornar uma doadora e ajudar a manter esse legado contribuindo pelo PIX (pixcasadopao@aor.org.br).

????
Clique aqui e leia o Relatório Anual de Atividades 2025 da Casa do Pão

Fonte: CNBB Nordeste 2
https://cnbbne2.org.br
]]>
Luz de Cristo e apelo à paz marcam celebração ecumênica na 62ª Assembleia Geral da CNBB https://www.fecatolica.com.br/noticias/luz-de-cristo-e-apelo-a-paz-marcam-celebracao-ecumenica-na-62ª-assembleia-geral-da-cnbb/ A 62ª Assembleia Geral da CNBB realizou, na manhã desta terça-feira, 21 de abril, uma celebração ecumênica marcada pela presença de representantes de diferentes tradições cristãs. A iniciativa foi promovida pela Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da CNBB, presidida por dom Rodolfo Weber.
Participaram integrantes da Igreja Ortodoxa Antioquina, Igreja Ortodoxa Russa do Patriarcado de Moscou, Igreja Evangélica Luterana do Brasil, Igreja Metodista, Assembleia de Deus, Assembleia de Deus – Ministério Madureira, Igreja Presbiteriana Unida, Aliança Batista do Brasil, CONIC, entre outros grupos e movimentos.
Ao acolher os participantes, dom Rodolfo Weber destacou a importância da presença das diferentes igrejas e comunidades cristãs. “Em nome da CNBB desejo novamente as boas-vindas a vocês irmãos cristãos que vieram participar dessa celebração ecumênica”, afirmou.
A celebração teve início com procissão e canto de entrada, seguida pela invocação, o hino da luz e o acendimento do Círio Pascal. Também fizeram parte do rito a litania, a oração, a partilha da paz e a proclamação das Escrituras, com a leitura da Carta de São Paulo aos Efésios (Ef 4,1-13) e do Evangelho de João (Jo 12,31-36).
O tema escolhido para este ano foi “Luz da Luz para a Luz”, ressaltando a necessidade de uma Igreja capaz de irradiar esperança e consolo em meio aos desafios do mundo atual. Durante a celebração, velas acesas a partir do Círio Pascal foram distribuídas aos participantes, simbolizando a propagação da luz de Cristo por toda a Assembleia.
Na homilia, o bispo Nareg Berberian, da Igreja Apostólica Armênia, refletiu sobre a presença de Cristo como luz em meio às dores, conflitos e incertezas da humanidade. Segundo ele, Jesus “entra na nossa realidade, nas nossas preocupações, nas nossas divisões e dificuldades” e convida os cristãos a continuarem caminhando mesmo diante do sofrimento.
O bispo destacou ainda que a luz de Cristo não elimina automaticamente toda escuridão, mas oferece direção, misericórdia, paz e esperança. Em sua reflexão, lembrou que o mundo vive tempos marcados por guerras, violência, medo e injustiças, e afirmou que é justamente nesse contexto que a luz de Cristo se torna ainda mais necessária.
Ao final da celebração, dom Rodolfo Weber avaliou o encontro como um momento de bênção para a Conferência e para toda a Igreja. Segundo ele, a paz é um desejo humano, mas também uma vontade de Deus.
"“O nosso fundamento todo está em Cristo. Ele é a base, o fundamento de tudo. A paz é possível, a paz é um desejo humano, a paz é vontade de Deus”, afirmou."
Para dom Rodolfo, a diversidade de igrejas e expressões religiosas presentes na celebração mostra que é possível construir convergências a partir daquilo que une os cristãos: a fé em Cristo e o compromisso com a paz.
Também presente à celebração, dom Zanoni Demettino Castro ressaltou que o encontro ecumênico representa um dos momentos mais significativos da Assembleia Geral da CNBB. Ele lembrou que, apesar das diferenças e da pluralidade das tradições cristãs, todos são chamados a buscar a paz e o diálogo.
"“Não haverá paz no mundo se não houver diálogo e paz entre as religiões”, afirmou o arcebispo."

Por Larissa Carvalho. Fotos: Jaison Alves da Silva

Fonte: Cnbb
https://www.cnbb.org.br
]]>
Liturgia e missão: em coletiva, bispos destacam propostas litúrgicas e papel dos santos na vida da Igreja https://www.fecatolica.com.br/noticias/liturgia-e-missao-em-coletiva-bispos-destacam-propostas-liturgicas-e-papel-dos-santos-na-vida-da-igreja/ Durante a Coletiva de Imprensa realizada nesta segunda-feira, 20 de abril, no contexto da 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no Santuário Nacional, em Aparecida (SP), foram apresentados temas relacionados aos trabalhos litúrgicos em andamento no episcopado brasileiro, especialmente no que se refere às aprovações e os resultados das atividades desenvolvidas pela Comissão de Textos Litúrgicos (CETEL).
Participaram da coletiva dom Hernaldo Pinto Farias, bispo da Diocese de Bonfim (BA) e presidente da Comissão Episcopal para a Liturgia, e dom José Belisário, arcebispo emérito da Arquidiocese de São Luís do Maranhão e membro da CETEL.
Na oportunidade, dom Hernaldo explicou o processo de elaboração e aprovação dos textos litúrgicos na Igreja, destacando seu caráter coletivo e criterioso. “Trata-se de um caminho que envolve muitas mãos, desde a tradução inicial até a revisão pelas comissões e a apreciação de todo o episcopado”, afirmou.
Ele ressaltou ainda que esse trabalho exige fidelidade ao texto original e sensibilidade pastoral: “Às vezes, passamos uma manhã inteira para decidir a tradução de uma palavra, buscando ser fiéis ao texto latino e, ao mesmo tempo, garantir que ele seja compreensível para o povo”, disse.
Entre os materiais que serão submetidos à aprovação da Assembleia está o formulário da Missa pelo Cuidado da Criação, já encaminhado pelo Dicastério para o Culto Divino. Segundo o bispo, o texto foi revisado no Brasil e poderá ser utilizado ao longo do ano litúrgico, respeitando as normas próprias. “É um formulário que poderá ser usado em diversos momentos do ano, desde que não coincida com celebrações obrigatórias”, explicou. Ele destacou ainda que a proposta está em sintonia com a preocupação da Igreja com o cuidado da criação. “É um convite para que toda a Igreja reze e se comprometa com essa realidade tão urgente”, disse.
Também será apresentada a revisão da data da memória facultativa de Carlo Acutis, atualmente celebrada em 12 de outubro, coincidindo com a solenidade de Nossa Senhora Aparecida. A proposta é indicar novas datas para apreciação dos bispos. Além disso, será entregue um texto de reflexão sobre liturgia, com foco na relação entre liturgia e eclesiologia. “Como celebramos revela o modo de ser Igreja que vivemos”, sintetizou Dom Hernaldo.

A importância da memória dos Santos

Ao abordar essas temáticas, dom José Belisário destacou a importância histórica e espiritual da memória dos santos na vida da Igreja. “Desde o início, a memória dos santos e santas tem um valor muito grande. Tanto assim que conservamos até hoje o costume de ter relíquias nos altares”, recordou. Nesse sentido, ressaltou o valor da memória de Santa Teresa de Calcutá, descrita por ele como uma figura profundamente mística e, ao mesmo tempo, comprometida com as obras de misericórdia, especialmente junto aos mais vulneráveis.
Já em relação a Carlo Acutis, dom Belisário destacou sua proximidade com a juventude contemporânea: “É um jovem do nosso tempo, que viveu intensamente a fé no ambiente digital. Isso fala muito às novas gerações e à realidade da comunicação hoje”. Ele acrescentou que a proposta da memória facultativa pode incentivar um caminho mais profundo nesse campo: “Esperamos que seja acolhida pelas comunidades e que se torne fonte de inspiração para a Igreja”, disse.
O arcebispo emérito também chamou atenção para os desafios da evangelização no ambiente digital. “A comunicação ultrapassa os limites territoriais da Igreja, e isso traz questões que ainda precisamos aprofundar melhor”, afirmou. Segundo ele, trata-se de um campo em construção: “Ainda não temos um aprofundamento suficiente, mas certamente precisaremos voltar mais a esse tema nas próximas assembleias”.
Ao final, dom Belisário reforçou a atualidade da mensagem cristã: “A mensagem evangélica é sempre viva e atual, e nos impulsiona a sermos pessoas e instituições melhores, a serviço do mundo e das pessoas”. A coletiva foi encerrada com agradecimentos à imprensa e um convite para que o povo acompanhe e reze pelos trabalhos da Assembleia.
Todos estes assuntos apresentados na segunda sessão da manhã deste mesmo dia (20) foram aprovados pelo episcopado brasileiro, conforme sugestão da Comissão Episcopal para a Liturgia.

Fonte: Cnbb
https://www.cnbb.org.br
]]>
Papa: O coração de Deus está destroçado pelas guerras e pelas injustiças https://www.fecatolica.com.br/noticias/papa-o-coracao-de-deus-esta-destrocado-pelas-guerras-e-pelas-injusticas/ O segundo compromisso de Leão XIV em Annaba, nesta terça-feira (14/04), após a visita ao sítio arqueológico da antiga cidade de Hipona, onde viveu Santo Agostinho, foi na Casa de acolhimento das Pequenas Irmãs dos Pobres, dedicada ao acolhimento e à assistência de idosos necessitados ou sem família, incluindo muçulmanos.
Situada na colina de Annaba, chamada Lala Bouna, ao lado da Basílica de Santo Agostinho, a estrutura é administrada por cinco religiosas da Congregação das Pequenas Irmãs dos Pobres, com o apoio de funcionários e voluntários. Atualmente, cerca de quarenta hóspedes — mulheres e homens, em sua maioria muçulmanos — vivem na casa, que também dispõe de uma pequena mesquita e uma capela, expressão concreta de convivência e respeito inter-religioso. A instituição se mantém, em grande parte, graças à solidariedade dos habitantes locais.
Após ser acolhido pela Superiora da comunidade, irmã Philomena Peter, o Papa encontrou-se com os residentes, as religiosas e os colaboradores da casa. O momento incluiu um canto de boas-vindas, as palavras da Madre Superiora, o testemunho do Arcebispo emérito de Argel, dom Paul Desfarges, e o relato de um residente muçulmano, o senhor Salah Bouchemel.

“Onde há amor e serviço, aí está Deus”

Em sua saudação, o Santo Padre agradeceu o acolhimento recebido: "Estou contente porque aqui habita Deus, pois onde há amor e serviço, aí está Deus”. Em seguida, expressou reconhecimento às religiosas e a todos os colaboradores. O Papa destacou o testemunho oferecido durante o encontro, em particular o do residente muçulmano, definindo-o como "lindo e consolador”. E contemplando a realidade vivida na casa, afirmou: “Creio que o Senhor, do Céu, ao ver uma casa como esta, onde se procura viver juntos em fraternidade, poderá pensar: afinal, há esperança!”. Em seguida, recordou as feridas do mundo atual:
"    “O coração de Deus está destroçado pelas guerras, pela violência, pelas injustiças e pelas mentiras. Mas o coração do nosso Pai não está com os malvados, com os prepotentes, com os soberbos: o coração de Deus está com os pequenos e os humildes.”"

O Reino de Deus no cotidiano

Por fim, Leão XIV sublinhou ainda que é precisamente nesse testemunho simples que o Reino de Deus cresce: Ele “faz avançar o seu Reino de amor e de paz, dia após dia”, por meio do serviço cotidiano, “na amizade, no viver juntos”. Ao final da visita, após a troca de presentes e um canto conclusivo, o Papa saudou pessoalmente um grupo de idosos residentes. ]]>