Fe Catolica https://www.fecatolica.com.br Noticias Catolicas pt-br Solmaster A Igreja é uma reserva ética frente aos desafios da América Latina, cardeal Jaime Spengler https://www.fecatolica.com.br/noticias/a-igreja-e-uma-reserva-etica-frente-aos-desafios-da-america-latina-cardeal-jaime-spengler/ No âmbito do IV Encontro de Cooperação Sinodal para a América Latina e o Caribe, que acontece em Santo Domingo, o arcebispo de Porto Alegre (Brasil) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (CELAM), cardeal Jaime Spengler, participou, na terça-feira, 28, do painel inaugural compartilhando a situação da Igreja e da Cooperação na região. Sua intervenção sublinhou a necessidade de uma leitura atenta aos “sinais dos tempos” em uma região atravessada por encruzilhadas históricas.

O evento, que se estende até o dia 30 de abril, marca a continuidade de um processo iniciado há três anos, sucedendo edições significativas realizadas em Roma (2023), Bogotá (2024) e Königstein (2025). Esta nova etapa busca consolidar um espaço de reencontro fraterno e sinodal, fortalecendo os vínculos de confiança e a escuta mútua entre as diversas agências e organizações participantes.

A reunião congrega uma ampla diversidade de atores fundamentais para a região, incluindo representantes do CELAM, da Cáritas América Latina e Caribe, do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral e da Pontifícia Comissão para a América Latina, além de agências internacionais como Adveniat, CAFOD e a Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos. Juntos, esses organismos trabalham para alinhar estratégias de apoio e fortalecer as instituições locais, reafirmando o compromisso da Igreja com o desenvolvimento social e a justiça em todo o continente.

Um continente em uma encruzilhada institucional e econômica

Para o cardeal Spengler, a América Latina atravessa uma encruzilhada histórica marcada pela confluência de tensões globais e dinâmicas regionais complexas. Segundo explicou, a falta de estruturas sólidas impede a transformação da riqueza em desenvolvimento humano, deixando o campo aberto a ameaças como a corrupção, o narcotráfico, a fragilidade dos sistemas democráticos e a afetação da casa comum pelas mudanças climáticas.

Neste contexto, sublinhou como a atual reconfiguração geopolítica impacta diretamente o continente.
"    “Se, por um lado, a reconfiguração geopolítica permite aproveitar economicamente as oportunidades abertas pela demanda exponencial de minerais críticos associados à transição energética — dado que a região conta com importantes reservas destes minerais —, por outro lado, enfrenta-se o retorno de uma política externa estadunidense agressiva, que busca restaurar a preeminência de Washington no hemisfério mediante uma coalizão militar e ideológica seletiva, em claro contraponto à crescente influência econômica da China na região”, assinalou."

O ponto central da reflexão do presidente da CNBB girou em torno do papel estratégico da fé na reconstrução do tecido social. Segundo o purpurado, a Igreja Católica mantém-se como uma “reserva ética respeitada no continente”, uma autoridade moral que, em um cenário de crise das democracias e escândalos institucionais, tem o dever de erguer sua voz.

Integração regional pragmática

O purpurado sustenta que “o futuro da região dependerá, em grande medida, da capacidade de seus atores com maior peso econômico e demográfico – em particular Brasil e México – para articular uma visão alternativa de integração regional que seja pragmática, baseada no respeito à soberania e centrada na resolução dos problemas estruturais que perpetuam o subdesenvolvimento e a desigualdade”.

Sob essa premissa, a cooperação sinodal apresenta-se como o motor de uma visão transformadora orientada a mitigar as desigualdades extremas. “É urgente priorizar a formação do laicato para que os batizados sejam verdadeiros agentes de transformação na sociedade”, assinalou Spengler, vinculando assim a missão da Igreja e das agências de ajuda à necessidade imperativa de fortalecer as instituições locais.

O arcebispo de Porto Alegre concluiu sua intervenção com um chamado à autonomia regional, advertindo que, sem uma mudança de rumo, a América Latina continuará sendo um tabuleiro de disputa para potências externas. Em sua análise, sublinhou que a região deve reconhecer sua localização histórica e geográfica para redefinir uma estratégia de desenvolvimento própria e soberana.

"    “A América Latina precisa repensar-se radicalmente para poder redefinir sua estratégia de desenvolvimento, tendo clara sua localização geográfica e sua posição hierárquica dentro do ‘hemisfério ocidental’ […] Este reposicionamento, no entanto, não pode ignorar a nova realidade geopolítica: a presença chinesa é estrutural, a crise do neoliberalismo abriu espaço para alternativas progressistas, e a polarização interna da região reflete, em última instância, as contradições não resolvidas de seu desenvolvimento histórico”."

Finalmente, o cardeal enfatizou que, sem este replanejamento profundo, os povos e governos do continente terão uma margem escassa para a ação autônoma. Esta visão desafia a cooperação sinodal a ser não apenas um mecanismo de ajuda, mas um espaço de pensamento e ação que acompanhe a região na superação de suas dívidas históricas e na construção de um futuro mais justo e solidário.

Fonte: Cnbb
https://www.cnbb.org.br
]]>
Acesso à água usado como arma em Gaza, denuncia MSF https://www.fecatolica.com.br/noticias/acesso-a-agua-usado-como-arma-em-gaza-denuncia-msf/ "As autoridades israelenses têm usado o acesso à água como arma contra o povo de Gaza em uma campanha de punição coletiva." Essa é a denúncia que emerge do novo relatório dos Médicos Sem Fronteiras (MSF), publicado na terça-feira, 29, sob o título "Água como Arma: Destruição e Privação de Água e Saneamento em Gaza por Israel". A organização internacional pediu o restabelecimento imediato do abastecimento adequado de água para a população de Gaza e que a comunidade internacional pressione Israel para que pare de impedi-lo.

Violência durante a distribuição de água

Segundo MSF, Israel destruiu ou danificou quase 90% da infraestrutura de água e saneamento em Gaza, incluindo usinas de dessalinização, poços, tubulações e sistemas de esgoto. A organização documentou casos em que o exército israelense atirou em caminhões-tanque claramente identificáveis ??ou destruiu poços que eram vitais para milhares de civis. Isso sem levar em consideração incidentes de violência ocorridos durante a distribuição de água à população.

Entre os depoimentos coletados, por exemplo, está o de Hanan, uma palestina da Cidade de Gaza, referindo-se aos eventos de julho de 2025: "Meu sobrinho estava em Nuseirat e tinha ido buscar água potável. Ele estava na fila com outras crianças, e eles (as forças israelenses) o mataram. Ele tinha 10 anos... ir buscar água não deveria ser perigoso."

Suprimentos insuficientes

Desde outubro de 2023, o fornecimento de eletricidade, combustível e suprimentos como geradores, peças de reposição e óleo de motor — essenciais para o funcionamento das estações de tratamento e distribuição de água — foi interrompido ou severamente restringido. A ONG explica que um terço dos pedidos de entrada de suprimentos essenciais de água e saneamento foram rejeitados ou não respondidos, e muitos dos itens aprovados pelas autoridades israelenses foram posteriormente rejeitados na fronteira.

Imagens de Gaza
Uma família palestina deslocada na cidade de Beit Lahia, no norte da Faixa de Gaza (Nour Alsaqqa/MSF)

Entre maio e novembro de 2025, os caminhões da MSF não conseguiram transportar água potável suficiente para todos os necessitados, explica a organização, que, depois das autoridades locais, é a principal distribuidora de água potável para a população. O exército israelense, por meio de ordens de evacuação, impediu que milhares de pessoas acessassem áreas onde a água é fornecida.

Condições destrutivas e desumanas

O uso da água como arma pelas autoridades israelenses é "recorrente, sistemático e cumulativo", segundo a MSF, agravado pelo assassinato direto de civis, pela devastação de instalações de saúde e pela destruição de casas, forçando o deslocamento em massa. "Juntos, esses fatores constituem uma imposição deliberada de condições destrutivas e desumanas aos palestinos em Gaza", denuncia a organização internacional. A privação do acesso à água teve um impacto profundo na saúde, higiene e dignidade das pessoas, particularmente mulheres e pessoas com deficiência. Em uma área que sofreu as duras consequências da guerra por dois anos e meio, o acesso à higiene básica tornou-se extremamente difícil, com falta de água, sabão, fraldas e produtos de higiene menstrual.

Imagens de Gaza
Um menino palestino deslocado empurra uma cadeira de rodas carregada com galões de água no campo de refugiados de Nuseirat, na região central da Faixa de Gaza, em 1º de abril de 2026. A maioria dos 2,4 milhões de habitantes de Gaza foi deslocada, muitas vezes repetidamente, pela guerra que começou com o ataque do Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023. Famílias deslocadas vivem em acampamentos improvisados, e há sérias preocupações com suas condições de vida. (Foto de Eyad Baba / AFP)   (AFP or licensors)

Doenças em aumento

"As pessoas são forçadas a cavar buracos na areia como latrinas, que inundam e contaminam o ambiente ao redor e o lençol freático com fezes", afirma a MSF. Como resultado, infecções respiratórias, doenças de pele e doenças diarreicas aumentaram.

Em 2025, quase 18% das consultas de saúde geral realizadas pela MSF foram para doenças de pele, enquanto entre maio e agosto de 2025, a organização constatou que quase 25% das pessoas sofreram de doenças gastrointestinais no mês anterior.

Fonte: Vatican News
https://www.vaticannews.va
]]>
No Sudão do Sul, mais de 7 milhões de pessoas sofrem com a fome https://www.fecatolica.com.br/noticias/no-sudao-do-sul-mais-de-7-milhoes-de-pessoas-sofrem-com-a-fome/ Desta vez, o alerta foi lançado simultaneamente por três agências da ONU, algo pouco comum. De fato, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alertaram mais uma vez, com veemência, que a crise alimentar no Sudão do Sul está atingindo níveis sem precedentes. "7,8 milhões de pessoas — 56% da população — estão mergulhadas em altos níveis de insegurança alimentar aguda, um dos mais altos do mundo.

Previsões sombrias

Uma situação nutricional dramática que não poupa nem mesmo as crianças. "Atualmente, 2,2 milhões de crianças entre 6 meses e 5 anos sofrem de desnutrição aguda, um aumento de 100 mil casos em comparação com seis meses atrás." E as previsões não são nada otimistas: estima-se que, até julho deste ano, pelo menos 700 mil crianças serão afetadas por desnutrição aguda grave, a forma mais letal. "Da mesma forma - afirmam as três agências da ONU - 1,2 milhão de mulheres grávidas e lactantes são afetadas por desnutrição aguda, o que coloca mães e recém-nascidos em maior risco."

Não é somente a guerra

As causas dessa tragédia não se encontram apenas na escalada da violência ligada ao conflito que afeta grande parte da região e nos consequentes deslocamentos em massa, mas também no declínio econômico, nos choques climáticos, Inundações e produção agrícola insuficiente para a capacidade do país. Por essa razão, a FAO, o PMA e o UNICEF apelam à comunidade internacional e aos governos para que ajam imediatamente: "Lançam um apelo ao financiamento contínuo para assistência alimentar, programas de nutrição, água potável e saneamento. É essencial para evitar o agravamento da crise."

No Sudão, crianças mortas e mutiladas

No detalhado relatório sobre a guerra em Darfur, província do Sudão, divulgado na terça-feira, 28, o UNICEF informou que, desde o início do conflito, há vinte anos, mais de 4.300 crianças foram mortas e mutiladas. E a tendência certamente não se reverteu. Basta dizer que, como revelam os dados, de abril de 2024 até hoje, em El Fasher — a capital do Darfur do Norte, onde os grupos beligerantes mais se confrontaram — o UNICEF confirmou "a morte e mutilação de 1.300 crianças e a grave violação dos direitos fundamentais de outras 1.500".

Fonte: ACI Digital
https://www.acidigital.com
]]>
Campo Grande sanciona lei que veta homens que se identificam como mulheres em banheiros femininos https://www.fecatolica.com.br/noticias/campo-grande-sanciona-lei-que-veta-homens-que-se-identificam-como-mulheres-em-banheiros-femininos/ A lei que proíbe homens que se identificam como mulheres a usarem banheiros para mulheres foi sancionada pela prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP-MS). O objetivo é “garantir a utilização de banheiros exclusivos às mulheres biológicas” da capital de Mato Grosso do Sul, “como forma de resguardar a sua intimidade e de combater todo tipo de importunação ou de constrangimento”.

Questionada por uma repórter no dia 25 de abril sobre a repercussão da lei por ela sancionada no dia 22 de abril, a prefeita Adriane Lopes disse que respeita “todas as opções sexuais”, mas chegou “ao óbvio de ter que sancionar uma lei para resguardar o direito das mulheres” de Campo Grande.

“Olha, que absurdo nós chegamos! Ou a gente resguarda os nossos direitos ou daqui a pouco nós vamos perder a identidade de mulher”, disse Lopes. “Hoje, como mulher, como prefeita, eu vou lutar pelas mulheres, resguardando os nossos direitos e pontuando o respeito”.

A nova lei de Campo Grande é originária do projeto de lei de autoria do vereador André Salineiro (PL-MS) que cria a Política Municipal de Proteção da Mulher na capital de Mato Grosso do Sul. Ela foi aprovada por 13 votos favoráveis a 11 contrários, na Câmara Municipal no dia 26 de março, e também visa “promover palestras, aulas, audiências e debates acerca da importância da valorização da mulher em todos os segmentos sociais”.

Além disso, a norma autoriza o Poder Executivo “a promover as adaptações necessárias nas estruturas municipais, bem como a fiscalizar as devidas adaptações em estabelecimentos particulares, para o fim de evitar qualquer tipo de constrangimento contra as mulheres”.

Para Salineiro, a sanção da sua proposta traz “segurança”, “dignidade” e “privacidade às nossas mulheres que lutaram anos para conquistar seus direitos”.

"“Ao invés de defender ideologia, nós procuramos defender o básico, que é o direito assegurado à mulher biológica”, disse o vereador."

Apuração preliminar

A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul informou no Diário Oficial do Estado de hoje (29), que abriu um procedimento de apuração preliminar para apurar a condução da lei nº 7.615/2026, que institui a Política Municipal de Proteção da Mulher em Campo Grande.

O objetivo da investigação é “identificar e documentar as medidas normativas, administrativas e fiscalizatórias adotadas, em curso ou planejadas pelo município” e analisar se há “práticas discriminatórias que atentem contra a dignidade da pessoa humana, a igualdade, a não discriminação, a intimidade, a integridade psicofísica e a identidade de gênero de mulheres transgênero, travestis e demais pessoas com identidade de gênero feminina não cisnormativa residentes ou em trânsito no município de Campo Grande”

A apuração será conduzida pelo Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (NUDEDH) por pelo menos 45 dias, podendo ser prorrogada.

por Monasa Narjara
Fonte: ACI Digital
https://www.acidigital.com
]]>
Papa Leão XIV reafirma compromisso com a paz: “Como pastor, não posso ser a favor da guerra” https://www.fecatolica.com.br/noticias/papa-leao-xiv-reafirma-compromisso-com-a-paz-como-pastor-nao-posso-ser-a-favor-da-guerra/ Pontífice condena conflitos armados, critica tratamento dado a migrantes e reforça acolhimento na Igreja, durante coletiva no retorno de viagem à África
Durante o voo de retorno a Roma, após uma intensa viagem apostólica ao continente africano, o Papa Leão XIV concedeu uma entrevista marcada por fortes posicionamentos sobre temas globais sensíveis, como guerra, migração, pena de morte e questões internas da Igreja. Em tom pastoral, o Pontífice deixou claro: sua missão principal continua sendo anunciar o Evangelho, mas sem ignorar os sofrimentos do mundo contemporâneo.

“A guerra nunca é a resposta”

Ao comentar os conflitos internacionais, especialmente as tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, o Papa foi enfático ao rejeitar qualquer justificativa para a violência. Ele destacou o impacto devastador das guerras sobre civis inocentes, em especial crianças.
"“Como pastor, não posso ser a favor da guerra. Incentivo a todos a buscar respostas que venham de uma cultura de paz, não de ódio e divisão.”"
O Papa relatou, com emoção, histórias de vítimas inocentes, incluindo crianças mortas em ataques recentes, e reforçou a necessidade de proteger os mais vulneráveis. Para ele, o caminho deve ser o diálogo e o respeito ao direito internacional.
Migração: “São seres humanos, não podem ser tratados pior que animais”
Outro ponto central da entrevista foi a crise migratória global. O Pontífice reconheceu o direito dos países de estabelecerem regras para suas fronteiras, mas criticou duramente a forma como muitos migrantes são tratados.

Ele levantou uma reflexão direta:

"“O que faz o Norte do mundo para ajudar o Sul?”"
Segundo o Papa, a migração é consequência de desigualdades estruturais. Ele defendeu maior compromisso das nações ricas e das grandes empresas no desenvolvimento dos países mais pobres, especialmente na África, evitando que milhões sejam forçados a deixar suas terras.
Relações diplomáticas e líderes autoritários
Questionado sobre encontros com líderes considerados autoritários, o Papa explicou que a presença da Santa Sé nesses contextos não significa apoio, mas sim uma estratégia diplomática para promover melhorias concretas.
Segundo ele, muitas ações acontecem “nos bastidores”, como negociações por libertação de presos políticos e ajuda humanitária. A prioridade, reforçou, é sempre o bem das pessoas.

Igreja, moral e acolhimento

Sobre a bênção de casais homossexuais, tema que gera debates dentro da Igreja, o Papa confirmou que o Vaticano não concorda com formalizações adotadas em algumas dioceses, como na Alemanha. No entanto, fez questão de reafirmar o princípio da acolhida universal.
Inspirando-se em uma expressão já conhecida, destacou:
"“Todos, todos, todos são convidados.”"
Ele também alertou para o risco de reduzir a moral cristã apenas à sexualidade, destacando que questões como justiça, liberdade e dignidade humana devem ter maior centralidade.

Contra a pena de morte

O Papa Leão XIV também condenou explicitamente a pena de morte, reforçando a defesa da vida em todas as suas etapas.
"“A vida humana deve ser respeitada desde a concepção até a morte natural.”"
Ele criticou regimes que executam opositores ou cidadãos, classificando tais práticas como injustas e incompatíveis com a dignidade humana.

Missão pastoral acima de tudo

Ao final, o Pontífice voltou ao sentido principal de sua viagem: estar próximo das pessoas. Mais do que discursos políticos, ele destacou a importância de caminhar com o povo, ouvir suas dores e fortalecer a fé.
A passagem pela África, segundo ele, foi marcada por encontros profundos e sinais de esperança — uma experiência que reforça sua convicção de que a Igreja deve ser presença viva junto aos que mais sofrem.

por Wander Soares

com informações de: https://www.vaticannews.va
]]>
Dom Jaime Spengler e os novos rumos da Igreja no Brasil https://www.fecatolica.com.br/noticias/dom-jaime-spengler-e-os-novos-rumos-da-igreja-no-brasil/ Encerram-se nesta sexta-feira, no Santuário em Aparecida, a 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que trouxe como tema central a discussão e aprovação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.
Os bispos aprovaram o documento na manhã do penúltimo dia, 23 abril. O documento, que orientará as ações da Igreja nos próximos seis anos, foi aprovado por 294 bispos. Hoje o encerramento dos trabalhos com a celebração Eucarística.
Entre as orações e as reflexões intensas de dez dias de trabalho, o cardeal Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre e Presidente da CNBB – em conversa com a Rádio Vaticano – Vatican News -, deixou claro que o documento aprovado — as novas Diretrizes para a Ação Evangelizadora — não pode ser apenas papel.
"O trabalho começa agora", afirmou o cardeal, com a serenidade de quem sabe que o verdadeiro desafio é traduzir textos teológicos para a linguagem do povo. Para ele, a etapa "de mais empenho" é levar esse espírito de comunhão para as paróquias, movimentos e lideranças leigas em cada canto do Brasil.

O Profetismo diante da Desigualdade

Dom Jaime não fugiu dos temas que tocam as feridas do país. Ao comentar a mensagem ao povo brasileiro, ele traçou um diagnóstico honesto: vivemos na 10ª economia do mundo, mas habitamos em uma das nações mais desiguais do planeta. Para a Igreja, o olhar sobre essa realidade precisa ser profético e cheio de esperança, inspirado no exemplo bíblico de quem "passou por entre nós fazendo o bem".
Nesse contexto, a juventude surge como uma preocupação central. Dom Jaime destacou que os jovens são a parcela que mais sofre com as rápidas mutações da sociedade. "Precisamos encontrar caminhos viáveis que venham ao encontro do desafio que a juventude sofre diretamente", pontuou, indicando que a Igreja precisa ser um porto seguro em tempos de incerteza.

Democracia e Proteção: O Papel Institucional

Com as eleições de 2026 no horizonte, o cardeal reafirmou a fronteira que separa a fé da política partidária. Embora a Igreja não se envolva em dinâmicas de legendas, ela mantém o compromisso com a "promoção da consciência democrática e republicana". O objetivo, segundo ele, é fomentar uma sociedade mais justa e integrada através do voto consciente.
Outro ponto de destaque na Assembleia foi a agenda ética. A assinatura de um acordo com a Comissão para a tutela de menores foi tratada por dom Jaime com humildade e senso de urgência. "O que está em jogo é o futuro das crianças e adolescentes", disse, reforçando que a Igreja deve ser, acima de tudo, um espaço de vida e plenitude.

Um Novo Pentecostes

Para quem participa há anos da conferência episcopal, dom Jaime descreve o encontro como um "Pentecostes" moderno. Ele vê a construção de consensos entre centenas de bispos como algo que vai além da estratégia organizada: é, em suas palavras, "obra do Espírito de Deus".
Ao vislumbrar o futuro e a próxima eleição da presidência da CNBB, o arcebispo celebrou a alternância de poder e a chegada de "sangue novo". Dom Jaime, que por força dos estatutos não será candidato, encerra este ciclo com uma reflexão que resume sua trajetória: "quando nós gostamos do que somos e amamos o que fazemos, avançamos com serenidade".

Aprovação

Desde o início da Assembleia, no dia 15 de abril, os bispos se dedicaram a analisar o texto das Diretrizes, apresentado pela Comissão de elaboração das diretrizes.
Divididos em grupos por regionais, o episcopado apresentou um total de 656 emendas ao texto original, que foram acatadas pela comissão e está presente, em quase sua totalidade, no texto final apresentado aos bispos.
Antes da aprovação nesta quinta-feira, dom Leomar Antônio Brustolin, arcebispo de Santa Maria (RS) e presidente da comissão responsável pelas diretrizes, apresentou ponto a ponto o novo texto com a inclusão das emendas. Segundo o bispo, quase 90% das emendas recebidas foram incorporadas ao texto final. “Sempre preservando a unidade, a coerência e o horizonte global do texto”, destacou dom Leomar. “Fizemos o melhor possível para que esse texto seja a expressão real da nossa caminhada comum.”
Ao final da apresentação das diretrizes por dom Leomar, os bispos aplaudiram de pé, reconhecendo todo trabalho da comissão e o empenho em espírito de verdadeira comunhão, como destacou dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da CNBB. “Creio que temos em mãos um verdadeiro pentecostes, isto é obra do Espírito, não nossa, é do Espírito de Deus”, falou dom Jaime.
Após a correção do texto, as diretrizes estarão disponíveis, de forma impressa pelas Edições CNBB, em quatro semanas.

19º Congresso Eucarístico Nacional

Dom João Justino, arcebispo de Goiânia e primeiro vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), falou aos bispos sobre 19º Congresso Eucarístico Nacional, que será realizado em setembro de 2027 em Goiânia (GO). O evento é organizado pela Arquidiocese de Goiânia em colaboração com as dioceses do regional Centro-Oeste da CNBB, que abrange o Distrito Federal e o estado de Goiás.

O tema desta edição será “Hóstias vivas, no mundo, para a glória do Pai”.

Com informações CNBB

Fonte: Vatican News
https://www.vaticannews.va
]]>
Colo de Deus lança feat com Guilherme de Sá em gravação ao vivo no Summer Beats https://www.fecatolica.com.br/noticias/colo-de-deus-lanca-feat-com-guilherme-de-sa-em-gravacao-ao-vivo-no-summer-beats/ A música católica vive um momento de expansão e renovação no cenário gospel, impulsionada por artistas e grupos que dialogam com diferentes linguagens e gerações. Nesse contexto, a Comunidade Católica Colo de Deus se destaca pela sua versatilidade sonora e por sua contribuição. Agora, o grupo dá mais um passo importante e lança a faixa “Minha Resposta” ao lado de um dos nomes mais influentes da música católica e do rock cristão no Brasil, Guilherme de Sá. A canção “Minha Resposta (Ao Vivo no Summer Beats)” já está disponível em todas as plataformas digitais via ONErpm.
“Minha Resposta” nasceu a partir da passagem Bíblica João 14, 6, que diz que Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida. “Essa música fala exatamente quem Jesus é para a gente, a pessoa por quem deixamos a nossa vida para trás para poder seguir”, comenta Valéria Alves, uma das compositoras da música.
“Deus olha para a gente quando o encontramos como resposta para viver uma realidade que só existe Nele. Agora, gravar com o Guilherme de Sá essa canção foi um privilégio. Estamos muito felizes e querendo que todo mundo ouça logo essa versão de ‘Minha Resposta’”, compartilha Jonnata Marques, um dos compositores da canção.
O Live Session é uma iniciativa musical da Comunidade Colo de Deus que reúne artistas da casa em colaboração com outros nomes da cena cristã, reinterpretando canções em novas versões. O nome remete a um ambiente de casa e intimidade com Deus e, neste ano, pela primeira vez, a proposta ganha formato ao vivo no Summer Beats, um dos maiores eventos católicos do Brasil.

por Andreia Santana
Fonte: www.onerpm.com 
]]>