Senador Pedro Simon analisa manifestações e a visita do papa Francisco ao Brasil

13 de agosto de 2013, tera Senador Pedro Simon analisa manifestações e a visita do papa Francisco ao Brasil

Em pronunciamento, nesta terça-feira (13), O senador Pedro Simon (PMDB-RS) discorreu sobre as recentes manifestações populares nas ruas e a visita do papa Francisco ao Brasil como marcos importantes na história recente do país.

Ressaltou que a ocorrência dos dois eventos, praticamente no mesmo período, e afirmou que houve uma "simbiose entre o desejo de um povo e a pregação de um papa".

– Foi eleito um papa com uma homilia mais próxima do povo, longe do silêncio das sacristias, tal e qual a proximidade que esse mesmo povo agora exige dos gabinetes que também pareciam, até aqui, ditar dogmas e construir sacrilégios – disse.

Simon lembrou que há mais de 20 anos não se via tamanha mobilização popular e destacou que as grandes mudanças políticas e as grandes mudanças institucionais dos últimos tempos só foram possíveis com a pressão das ruas, na luta por eleições diretas, pela anistia e pela ética na política.

O parlamentar disse que o papa prega a "cultura do encontro e do diálogo" e o povo quer participar da construção do seu destino.

– O povo cansou das decisões impostas de cima para baixo, de dentro para fora, decididas e refrigeradas nos gabinetes, quase sempre para atender a interesses individuais e de grupos, que sempre gravitam em torno do Poder – afirmou.

Simon também ressaltou que o papa quer o fim da "globalização da indiferença" e o povo quer cidadania e que todos tenham lugar na mesa de decisões. Em uma analogia, o senador disse que o papa quer todos juntos na mesa de comunhão, ainda que seja "com muito mais água no feijão".

– Não é à toa, portanto, que o papa pôde andar no meio do povo de coração e vidros abertos – resumiu.

Segundo o parlamentar, Francisco – tanto o pontífice quanto o santo do mesmo nome – ensinou que não bastam as mudanças na estrutura da Igreja, é preciso que sejam adotadas novas atitudes. Para o senador, o mesmo se dá na política. Ele destacou a prisão do presidente do Banco do Vaticano como uma demonstração importante da postura correta do papa.

Simon concluiu o discurso exaltando a Jornada Mundial da Juventude realizada no Rio de Janeiro, evento que considerou "uma das semanas mais bonitas da história da humanidade moderna".

Aproveitando-se do grande carisma do Papa Francisco e da mensagem de esperança que tem anunciado ao mundo e da positiva imagem que o papa representam querem todos posar de amigos, mas o nobre senador cometeu alguns equívocos, vale ressaltar, pois não se lembrou dos nomes das emissoras católicas (religiosas) pelas quais supostamente acompanhou durante os três dias as atividades do papa e a "despedida da jornada", segundo informou.

Apesar de não concordarmos com as velhas manias de se fazer politicagem nesse país, felicita-nos que as autoridades despertem o interesse pelas coisas de Deus.