Que a gente não espere que o Papa ordene a mulheres sacerdotes, diz Bispo
12 de agosto de 2013, segunda
O Bispo de Málaga (Espanha), Mons. Jesús Catalá, deixou claro esta sexta-feira que "a gente não espere que o Papa Francisco ordene a mulheres sacerdotes".
O responsável da Diocese de Málaga, quem participou num café da manhã informativo, no que ofereceu a conferência 'Cristãos no século XXI' e no que foi apresentado pelo presidente da Confederação de Empresários de Málaga (CEM), Javier González de Lara, respondia assim à pergunta de se cria possível que as mulheres exercessem o sacerdocio.
Ao respecto, incidiu em que há "umas razões histórico-teológicas e eclesiais" para que o tema do sacerdocio da mulher "esteja descartado na Igreja católica", e é que, segundo argumentou, "Jesucristo foi o homem mais livre do mundo, rompeu todos os esquemas de sua época, e se tivesse querido, voluntariamente tivesse posto entre os 12 apóstolos a mulheres e não o fez; elegeu a 12 varões e lhes encarregou representar-lhe a ele".
"A Igreja não tem direito a fazer o que lhe dê a vontade e a trair a mensagem de seu maestro", segundo manifestou o bispo de Málaga.
Mons. Catalá se pronunciou também sobre o Sumo Pontífice, do que disse que "temos um grande Papa", o que não quer dizer, enfatizou, que "não tenhamos tido bons Papas". "Temos um grande Papa, depois de outros grandes papas, tão grandes que alguns deles são beatos", sublinhou.
Segundo ressaltou, "o Espírito Santo, que é quem leva a Igreja, não os homens, outorga-nos em cada momento ao pastor que precisamos", ao que adicionou que "os infiéis ou alguns fiéis quiçá esperam uma reforma do Papa que talvez não é a que nos traz, senão outra".
"Temos um grande Papa e graças a Deus e ao Espírito Santo vai renovar a Igreja segundo o Espírito deseje, não segundo os gostos particulares de cada um", indicou o bispo de Málaga.
Crise de Valores
Por outra parte, questionado por se crê que a atual conjuntura econômica está relacionada com uma crise de valores, Catalá admitiu que "há uma dejación de valores humanos". No entanto, ainda que de forma geral exista essa sensação, mostrou-se otimista, já que "segue tendo minorias que sim têm em conta os valores humanos; há uma moral que se está vivendo".
"Há muita gente que tem vontade de transformar a sociedade e pôr os valores humanos, morais e religiosos em seu lugar", expôs; de fato, mostrou-se "muito satisfeito" com a resposta "de alto nível" por parte dos malagueños ante as situações de emergência que se dão na atualidade ante os maiores níveis de pobreza.
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