Papa exige «decisão» na proteção de menores por parte da Igreja

03 de junho de 2022, sexta Papa exige «decisão» na proteção de menores por parte da Igreja

Cidade do Vaticano, 05 abr 2013 (Ecclesia) – O Papa Francisco recebeu hoje no Vaticano o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, organismo da Santa Sé, ao qual pediu “decisão” no julgamento e nos esforços de prevenção de abusos sexuais na Igreja.

A posição é apresentada num comunicado do organismo presidido pelo arcebispo alemão D. Gerhard Ludwig Müller, divulgado pela sala de imprensa da Santa Sé.

Na audiência privada, o sucessor de Bento XVI recomendou que se siga a “linha” de ação delineada pelo agora Papa emérito para que a Congregação “aja com decisão no que diz respeito aos casos de abusos sexuais”.

Segundo Francisco, é necessário promover “medidas de proteção dos menores” e ajudar “aqueles que no passado sofreram tais violências”, dando seguimento aos “procedimentos devidos na relação com os culpados”.

O Papa argentino pede o compromisso das conferências episcopais na “formulação e implementação das diretivas necessárias" num "campo tão importante para o testemunho da Igreja e a sua credibilidade”.

“O Santo Padre assegurou que na sua atenção e na sua oração pelos que sofrem estão presentes de modo particular as vítimas de abusos”, conclui a nota.

Esta é a primeira posição pública do novo Papa sobre os casos de abusos sexuais cometidos por membros do clero ou em instituições de Igrejas denunciados em vários países do mundo e que levaram Bento XVI a alterar as normas canónicas para estas situações.

A Congregação da Doutrina da Fé solicitou em maio de 2011 aos episcopados católicos de todo o mundo a elaboração de diretivas próprias para tratar os casos de abusos sexuais, a serem entregues no prazo de um ano.

A Conferência Episcopal Portuguesa respondeu em abril de 2012 com a publicação de um conjunto de 51 orientações e 9 pontos relativos a procedimentos canónicos.

“Cada pessoa jurídica canónica cooperará com a sociedade e com as respetivas autoridades civis”, assinalaram os bispos.

OC