Nunca mais a guerra! Clama o Papa Francisco
03 de setembro de 2013, tera
O Papa Francisco se pronunciou energicamente contra a possibilidade de um ataque contra Síria por parte dos Estados Unidos. Em seus últimos comentários publicados a segunda-feira 2 de setembro em seu perfil de Twitter @Pontifex escreveu: “Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra!”.
“Queremos um mundo de paz, queremos ser homens e mulheres de paz”, adicionou poucas horas depois. Estas duas mensagens se somam a um amplo chamado ao diálogo e a paz que desde faz várias semanas repetiu o Pontífice através seus discursos e as redes sociais, e ao que também apelou durante o rezo do Ángelus este último domingo.
Em relação a este chamado, o secretário do Pontifício Conselho de Justiça e Paz, Mons. Mario Tusso, assinalou a segunda-feira numa entrevista concedida a Rádio Vaticana, que o Papa Francisco “se fez intérprete de um grito que sai de todas partes, do coração de todos, da única grande família que é a humanidade”.
“Se trata de uma chacoalhada universal da consciência das pessoas. Por um lado, a sociedade civil e suas organizações instam a seus representantes a deixar definitivamente o conflito armado, não mais guerra, e por outro lado chamam a trabalhar com convicção e intensamente pela paz”.
O Papa Francisco “continua a missão de Jesucristo, o príncipe da paz, que caminha com a humanidade e, semeado nas consciências, empurram-na para adiante para seu cumprimento em plenitude”, adicionou.
Enquanto, o Papa Francisco convocou para o próximo 7 de setembro, véspera da festa da Natividade de María, celebrar uma jornada de jejum e oração para pedir a paz em Síria, em Médio Oriente e no mundo inteiro, e convidou a todos os cristãos, os pertencentes a outras religiões, e homens de boa vontade a somar-se a esta petição.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou a semana passada que atacaria Síria a modo de reprimenda ao regime de Bashar O Assai, pelo uso de armas químicas contra a população civil, ainda que o ataque ficou postergado à próxima semana, já que Obama, fez pública sua decisão de conferir sobre a intervenção armada ao Congresso, que não regressa de férias até o 9 de setembro, e cujo veredito determinaria se finalmente se verificaria o ataque.
Por sua vez a ONU, pronunciou-se a favor da intervenção armada em Síria em caso que dos resultados das provas tomadas por seus experientes, quem estiveram pesquisando no país durante 12 dias, confirmem que o regime do Assai fosse o autor do uso de armas químicas.
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