Não somos gays nem protestamos contra nenhuma lei, declararam atletas russas que se beijaram

21 de agosto de 2013, quarta Não somos gays nem protestamos contra nenhuma lei, declararam atletas russas que se beijaram

As atletas russas Kseniya Rizhova e Yulia Guschina criticaram à imprensa por ter dito que o beijo que se deram depois de triunfar na posta 4 x 400 foi em apoio à comunidade gay; e indicaram que ambas são mulheres casadas e que não estão protestando contra a lei que proíbe a promoção da homossexualidade, tal como também tinha especulado a imprensa.

“Em vez de (fixar-se em) as felicitações, dessa alegria que experimentamos por nossa equipe, por nosso país, a gente se fixa em outras coisas”, expressou Rizhova numa conferência de imprensa. “Ontem recebi 20 telefonemas telefônicos de diferentes órgãos de imprensa que, em lugar de felicitar-me, decidiram humilhar-me com essas perguntas“, adicionou a atleta russa citada pela agência Itar-Tass.

A campeã mundial disse que ela e seu colega Gúschina são casadas e boas amigas. “É lamentável que o fato de que nos tocássemos com os lábios durante a felicitação tenha servido de base para algumas fantasias”, aseveró. “O que nos enfadou foi que (os meios) fixassem-se em algo que merecia nenhum atendimento”, adicionou.

Por sua vez, Guschina qualificou de “desvairos enfermiços” as especulações sobre o beijo no pódio. Ao ser perguntada sobre a recém aprovada lei contra a propaganda homossexual em Rússia, Rizhova disse que não está informada do tema e que ambas só têm estado concentradas no Mundial de Atletismo.

Faz uns dias a também campeã mundial de atletismo, a russa Yelena Isinbayeva exigiu aos atletas estrangeiros que participavam no torneio realizado em Moscou respeitar as leis de Rússia, entre elas a atual lei que proíbe a promoção da homossexualidade.

"Não tentamos impor nossas leis ali onde vamos, senão que nos mostramos respeitosos", adicionou a campeã mundial de salto com pértiga. Em Rússia, indicou, "estamos contra sua promoção (da homossexualidade), não, obviamente, contra a livre eleição de cada pessoa. É sua vida, é sua eleição, seus sentimentos, mas estamos na contramão de sua promoção e eu apóio ao Governo".