Leão XIV: o testemunho corajoso de Francisco é um patrimônio para a Igreja

22 de abril de 2026, quarta Leão XIV: o testemunho corajoso de Francisco é um patrimônio para a Igreja

Mesmo em viagem, Leão XIV não deixou de se fazer presente na missa celebrada na Basílica de Santa Maria Maior para recordar o primeiro aniversário da morte do Papa Francisco. A celebração eucarística foi presidida pelo decano do Colégio Cardinalício, card. Giovanni Battista Re, que leu a mensagem pontíficia no momento da homilia. Eis na íntegra da mensagem:

"No primeiro aniversário da morte do querido Papa Francisco, sua memória permanece viva na Igreja e no mundo. Ausente de Roma devido à viagem apostólica à África, uno-me espiritualmente a todos aqueles que se reunirão na Basílica Liberiana para celebrar o Sacrifício Eucarístico em suffrágio do meu Predecessor. Saúdo com carinho, juntamente com os Cardeais, os Bispos, os sacerdotes e os religiosos, os peregrinos que chegaram para lhe testemunhar afeto e gratidão.

A morte não é um muro, mas uma porta que se abre para a Misericórdia que o Papa Francisco tem incansavelmente anunciado. O Senhor o chamou para junto de Si no dia 21 de abril do ano passado, no coração da luz pascal. Ele concluiu sua peregrinação terrena no abraço de Cristo Ressuscitado, naquela ´alegria do Evangelho´ que inspirou uma de suas Exortações Apostólicas mais incisivas.

Ele foi sucessor de Pedro e pastor da Igreja universal numa época que marcou e ainda está marcando uma mudança de era, essa mudança da qual Ele estava plenamente consciente, oferecendo a todos nós um testemunho corajoso, que representa um patrimônio significativo para a Igreja.

Seu magistério foi vivido como discípulo-missionário, como ele gostava de dizer. Permaneceu discípulo do Senhor, fiel ao seu Batismo e à consagração no ministério episcopal, até o fim. Foi também missionário, anunciando o Evangelho da misericórdia ´a todos, a todos, a todos´, como costumava dizer várias vezes. Os benefícios suscitados por seu testemunho de Pastor solícito contagiaram o coração de tantas pessoas, até aos confins da terra, graças também às peregrinações apostólicas e especialmente àquela última ´viagem´ que foi sua doença e sua morte.

Em sintonia com seus antecessores, ele assumiu a herança do Concílio Vaticano II e incentivou a Igreja a estar aberta à missão, a ser guardiã da esperança do mundo e a se dedicar com paixão ao anúncio daquele Evangelho capaz de dar plenitude e felicidade a toda vida.

Ainda ouvimos ressoar suas exortações, expressas com palavras eloquentes, para tornar mais compreensível a boa nova: misericórdia, paz, fraternidade, cheiro das ovelhas, hospital de campanha e tantas outras. Cada uma dessas expressões nos remete ao Evangelho que Ele viveu com uma linguagem nova que anuncia o mesmo Evangelho de sempre.

O Papa Francisco nutriu uma profunda devoção a Maria ao longo de toda a sua vida; lembramos, de fato, que ele se deslocou tantas vezes à Basílica de Santa Maria Maior, local de seu sepultamento, e a muitos santuários marianos espalhados pelo mundo. Que a Virgem Maria, Mãe da Igreja, nos ajude a ser, em todas as circunstâncias, apóstolos incansáveis de seu divino Filho e profetas de seu amor misericordioso."
A celebração da missa foi precidida da oração do Terço na Capela Paulina, ao final da qual foi revelada no lado direito da capela uma placa comemorativa do vínculo especial entre o Papa Francisco e a imagem da Salus Populi Romani. Na placa há uma inscrição em latim, feita em bronze e composta por 160 caracteres de dois tamanhos diferentes, que diz: “Francisco, Sumo Pontífice, que 126 vezes se deteve em oração devota aos pés da Salus Populi Romani, por sua vontade repousa nesta Basílica Papal - 26 de abril de 2026 - primeiro aniversário da morte”.

Fonte: Vatican News
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