Governo do Egito eleva nº de mortos a 327 após confrontos
15 de agosto de 2013, quinta
O Ministério da Saúde do Egito informou nesta quinta-feira (15) que pelo menos 327 pessoas morreram e outras 2.926 ficaram feridas nos confrontos registrados na quarta (14) no país, após confrontos desencadeados após operação policial lançada para desmontar os acampamentos islamitas em duas praças do Cairo.
O porta-voz do Ministério da Saúde, Mohammed Fathalá, apontou que o maior número de mortos na capital foi registrado no acampamento dos seguidores do deposto presidente egípcio Mohammed Mursi na praça de Rabea al Adauiya, que foi inteiramente destruído pelas forças de segurança e onde 113 pessoas morreram.
De acordo com as autoridades, 21 pessoas morreram na praça do Al Nahda, onde ficava o outro acampamento islamita desmantelado, e outras 18 vítimas foram registradas na região de Heluan, onde também ouve um intenso confronto.
Fathalá acrescentou que, se for somado as mortes registradas no restante das províncias, mais 175 pessoas morreram durante os confrontos.
Em relação aos feridos, o porta-voz explicou que a maioria tem ferimentos causados por tiros - incluindo balas de chumbo - e fraturas, sendo que ao menos 429 pessoas já receberam alta dos hospitais em que estavam.
Por conta dos violentos episódios de quarta, que se espalharam por todo país, as autoridades decretaram estado de emergência durante um mês e, inclusive, toque de recolher pela noite.
Depois do início da operação policial contra os acampamentos, a Irmandade Muçulmana convocou seus partidários para que fossem às ruas de todo país, fato que desenvcadeou intensos confrontos com as forças da ordem e opositores do líder deposto.
fonte G1
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