Desunião é o maior escândalo que a Igreja pode dar, diz Papa
21 de maio de 2014, quarta
O Papa Francisco realizou, nesta segunda-feira, 19, a abertura da 66ªAssembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana (CEI). Os bispos foram recebidos na Sala do Sínodo, no Vaticano.
O Pontífice foi saudado, com um breve discurso, pelo presidente da CEI, Cardeal Angelo Bagnasco, que apresentou as modificações do Estatuto da Conferência.
No discurso, Francisco apontou a importância da unidade em toda a Igreja, e destacou que a falta de comunhão é o maior escândalo que a Igreja pode dar. “É a heresia que deturpa o rosto do Senhor e dilacera a Igreja”, afirmou o Papa.
Francisco destacou a necessidade de fugir da tentação que desfigura a Igreja, como a gestão personalista do tempo, que procura o próprio bem deixando em desvantagem a comunidade. O Papa apontou também as fofocas, as meias verdades que se tornam mentiras e a ladainha de murmurações, como tentações a serem vencidas.
O Pontífice falou aos bispos sobre a proximidade e a abertura que a Conferência deve ter com os sacerdotes, como um grande serviço de unidade. “Os nossos sacerdotes , vocês sabem bem, são provados pelas exigências do ministério, e por vezes ficam desencorajados com os resultados dos trabalhos. Devemos ensiná-los a não somar resultados”, disse.
Francisco afirmou que os desafios de hoje são inúmeros e a crise não está somente no âmbito econômico, mas também é espiritual e cultural. Como solução, apontou um “novo humanismo” para defender a vida de sua concepção ao seu fim natural, bem como a família.
Neste sentido, o Pontífice pediu aos bispos que não se esqueçam da crise do trabalho, que fez crescer o desemprego. O Papa pediu ainda, especial atenção aos imigrantes que desembarcam na Itália à procura de melhores condições de vida.
Ao encerrar o encontro, Francisco pediu aos bispos que rezassem por ele, e principalmente por sua viagem à Terra Santa, visita que marcará os 50 anos do encontro de Paulo VI com o Patriarca Atenágoras.
Por fim, o Santo Padre fez uma apelo aos bispos para que como pastores, tenham um estilo de vida simples, desapegado, pobre e misericordioso. Pediu ainda, que o projeto de vida deles seja “inclinar-se, com compaixão, sobre os que estão feridos”.
Por Canção Nova, com Boletim da Santa Sé
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