Solenidade do Batismo do Senhor
12 de janeiro de 2026, segunda
Texto referencial: E do céu veio uma voz que dizia: “Este é o meu filho amado, no qual pus o meu agrado”. (Mt 3, 17).
Com a celebração do Batismo do Senhor, termina o tempo litúrgico do Natal. Jesus inicia assim sua missão, recebendo o batismo pelo ministério de João Batista. (O batizador). Jesus (O Messias) não quiz apenas nascer entre nós, mas identificar-se com os salvandos, mostrando toda a sua solidariedade com os pobres. Identificou-se com os pecadores sem nunca cometer pecado. Assim, viveu plenamente seu batismo.
E nós, como vivenciamos o nosso batismo? Não renascemos pelo sacramento do batismo? Não. Recebemos ali nossa missão? Nos tornamos com Ele, seus discípulos? Penso que não tenhamos consciência das consequências do nosso renascimento. Desculpamo-nos afirmando que fomos batizados como crianças… esquecemos que o batismo é graça. É dom, gratuito de Deus. Cada qual responsável pelos dons recebidos, assumidos ou não. Outros afirmam: nós não batizamos crianças, porque estas não podem ter fé. Jesus de fato falou: “quem crer e for batizado será salvo”. Sim, Ele o falou. Mas falou também “quem não for batizado, será condenado”. (Mc 16,15-16). Os filhos deles mortos como crianças vão então para o inferno?… não. Deus é Pai de todos. Não condena, quem não cometeu pecados, pessoais, graves em sua liberdade. Jesus Cristo é Salvador de todos. Somente é excluída da salvação eterna, quem pessoalmente rejeitar a salvação. Repito: Jesus veio para salvar e não para condenar. Nem a ignorância religiosa, ou seja, das escrituras, condena a não ser, se culpada. É fanático?…bem… ali são outras consequências… penso que um pouco de purgatório, já resolva o problema.
“Este é meu Filho amado, nos qual me agrado” (Mc 16,17) afirma o Pai Celeste e o Espírito Santo descendo sobre Ele o confirma. Assim os céus se abriram para todos nós… Jesus os abriu, com sua vinda, batismo e a ressurreição. É preciso redescobrir melhor, Jesus Cristo, sua vida, missão, morte e ressurreição. O que o Pai celeste, pode afirmar hoje de nós? Assumimos a vivência de nosso batismo? Então os céus, continuam abertos. Também para nós. Nosso problema é batizar nossos filhos, mas não iniciá-los no discipulado de Jesus, na comunidade.
Dom Carmo João Rhoden,
Bispo Emérito de Taubaté (SP)
Fonte: Cnbb
https://www.cnbb.org.br
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