• Notícias
  • PodCast
  • Artigos
  • Santo do dia
  • Orações
  • Bíblia

  • 1 Bildad de Chua falou então nestes termos:
  • 2 Quando acabarás de falar, e terás a sabedoria de nos deixar dizer?
  • 3 Por que nos consideras como animais, e por que passamos por estúpidos a teus olhos?
  • 4 Tu que te rasgas em teu furor, é preciso que por tua causa a terra seja abandonada, e que os rochedos mudem de lugar?
  • 5 Sim, a luz do mau se apagará, e a flama de seu fogo cessará de alumiar.
  • 6 A luz obscurece em sua tenda, e sua lâmpada sobre ele se apagará;
  • 7 seus passos firmes serão cortados, seus próprios desígnios os farão tropeçar.
  • 8 Seus pés se prendem numa rede, e ele anda sobre malhas.
  • 9 A armadilha o segura pelo calcanhar, um laço o aperta.
  • 10 Uma corda se esconde sob a terra para pegá-lo, uma armadilha, ao longo da vereda.
  • 11 De todas as partes temores o amedrontam, e perseguem-no passo a passo.
  • 12 A calamidade vem faminta sobre ele, a infelicidade está postada a seu lado.
  • 13 A pele de seu corpo é devorada, o filho mais velho da morte devora-lhe os membros;
  • 14 é arrancado da tenda, onde se sentia seguro, levam-no ao rei dos terrores.
  • 15 Podes estabelecer-te em sua tenda: ele não existe mais; o enxofre é espalhado em seu domínio.
  • 16 Por baixo suas raízes secam, e por cima seus ramos definham.
  • 17 Sua memória apaga-se da terra, nada mais lembra o seu nome na região.
  • 18 É arrojado da luz para as trevas, é desterrado do mundo.
  • 19 Não tem descendente nem posteridade em sua tribo, nem sobrevivente algum em sua morada.
  • 20 O Ocidente está estupefacto com sua sorte, o Oriente treme diante dela.
  • 21 2l Eis o que acontece com as tendas dos ímpios, os lugares habitados pelo homem que não conhece Deus.
  • 1 Depois dessas palavras, Jesus saiu com os seus discípulos para além da torrente de Cedron, onde havia um jardim, no qual entrou com os seus discípulos.
  • 2 Judas, o traidor, conhecia também aquele lugar, porque Jesus ia freqüentemente para lá com os seus discípulos.
  • 3 Tomou então Judas a coorte e os guardas de serviço dos pontífices e dos fariseus, e chegaram ali com lanternas, tochas e armas.
  • 4 Como Jesus soubesse tudo o que havia de lhe acontecer, adiantou-se e perguntou-lhes: A quem buscais?
  • 5 Responderam: A Jesus de Nazaré. Sou eu, disse-lhes. (Também Judas, o traidor, estava com eles.)
  • 6 Quando lhes disse Sou eu, recuaram e caíram por terra.
  • 7 Perguntou-lhes ele, pela segunda vez: A quem buscais? Disseram: A Jesus de Nazaré.
  • 8 Replicou Jesus: Já vos disse que sou eu. Se é, pois, a mim que buscais, deixai ir estes.
  • 9 Assim se cumpriu a palavra que disse: Dos que me deste não perdi nenhum (Jo 17,12).
  • 10 Simão Pedro, que tinha uma espada, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha direita. (O servo chamava-se Malco.)
  • 11 Mas Jesus disse a Pedro: Enfia a tua espada na bainha! Não hei de beber eu o cálice que o Pai me deu?
  • 12 Então a coorte, o tribuno e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o ataram.
  • 13 Conduziram-no primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano.
  • 14 Caifás fora quem dera aos judeus o conselho: Convém que um só homem morra em lugar do povo.
  • 15 Simão Pedro seguia Jesus, e mais outro discípulo. Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio da casa do sumo sacerdote,
  • 16 porém Pedro ficou de fora, à porta. Mas o outro discípulo (que era conhecido do sumo sacerdote) saiu e falou à porteira, e esta deixou Pedro entrar.
  • 17 A porteira perguntou a Pedro: Não és acaso também tu dos discípulos desse homem? Não o sou, respondeu ele.
  • 18 Os servos e os guardas acenderam um fogo, porque fazia frio, e se aqueciam. Com eles estava também Pedro, de pé, aquecendo-se.
  • 19 O sumo sacerdote indagou de Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina.
  • 20 Jesus respondeu-lhe: Falei publicamente ao mundo. Ensinei na sinagoga e no templo, onde se reúnem os judeus, e nada falei às ocultas.
  • 21 Por que me perguntas? Pergunta àqueles que ouviram o que lhes disse. Estes sabem o que ensinei.
  • 22 A estas palavras, um dos guardas presentes deu uma bofetada em Jesus, dizendo: É assim que respondes ao sumo sacerdote?
  • 23 Replicou-lhe Jesus: Se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates?
  • 24 (Anás enviou-o preso ao sumo sacerdote Caifás.)
  • 25 Simão Pedro estava lá se aquecendo. Perguntaram-lhe: Não és porventura, também tu, dos seus discípulos? Negou-o, dizendo: Não!
  • 26 Disse-lhe um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha: Não te vi eu com ele no horto?
  • 27 Mas Pedro negou-o outra vez, e imediatamente o galo cantou.
  • 28 Da casa de Caifás conduziram Jesus ao pretório. Era de manhã cedo. Mas os judeus não entraram no pretório, para não se contaminarem e poderem comer a Páscoa.
  • 29 Saiu, por isso, Pilatos para ter com eles, e perguntou: Que acusação trazeis contra este homem?
  • 30 Responderam-lhe: Se este não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti.
  • 31 Disse, então, Pilatos: Tomai-o e julgai-o vós mesmos segundo a vossa lei. Responderam-lhe os judeus: Não nos é permitido matar ninguém.
  • 32 Assim se cumpria a palavra com a qual Jesus indicou de que gênero de morte havia de morrer (Mt 20,19).
  • 33 Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus?
  • 34 Jesus respondeu: Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim?
  • 35 Disse Pilatos: Acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?
  • 36 Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo.
  • 37 Perguntou-lhe então Pilatos: És, portanto, rei? Respondeu Jesus: Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz.
  • 38 Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade?... Falando isso, saiu de novo, foi ter com os judeus e disse-lhes: Não acho nele crime algum.
  • 39 Mas é costume entre vós que pela Páscoa vos solte um preso. Quereis, pois, que vos solte o rei dos judeus?
  • 40 Então todos gritaram novamente e disseram: Não! A este não! Mas a Barrabás! (Barrabás era um salteador.)
face
2023 -2026 © Fé Católica
Sair da versão Mobile