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Colunas

A vinha do cristão é missão

06/10/2017 às 17:10.

A vinha do cristão é missão


 


Uma reflexão para o 27º domingo do Tempo Comum


 


1ª Leitura: Is 5,1-7


Salmo: Sl 79,9.12.13-14.15-16.19-20


2ª Leitura: Fl 4,6-9


Evangelho: Mt 21,33-43


 


Nesse domingo, celebramos o 27º domingo do Tempo Comum, segundo domingo do mês de outubro, mês das missões. A vida do cristão é missão e consiste em testemunhar, anunciar o quanto é bom fazer a experiência com o Cristo, morto e sepultado/ressuscitado, que nos revelou um Deus que é Pai, amor, justiça e, principalmente, misericórdia. A liturgia de hoje tem como plano de fundo a vinha. O contexto da vinha, o vinho não é novidade para Jesus.


Há três domingos, a liturgia da Palavra nos interpela nesse mesmo contexto. A liturgia do 25º domingo do Tempo Comum nos apresentou a parábola do administrador que sai para contratar trabalhadores para sua vinha. Por sua vez, as leituras, especificamente o Evangelho, do 26º domingo do Tempo Comum nos apresentou outra parábola que narra a história de um pai que pede aos seus filhos para irem trabalhar na sua vinha; um disse que não iria, mas, depois foi; o outro disse que iria, porém, não foi. As leituras do 27º domingo do Tempo Comum, especificamente, a 1ª leitura e o Evangelho, também narram episódios com a vinha.


Na primeira leitura, extraída do livro de Isaías, o profeta canta o cântico da vinha. Esse cântico, que Jesus retoma no Evangelho de hoje, exprime a relação de Deus e o povo de Israel. A imagem da vinha é constantemente encontrada nas Sagradas Escrituras. Ela exprime a aliança de Deus com o seu povo. Essa aliança pode ser equiparada à união conjugal, já que a vinha também é símbolo do amor (cf. Ct 1, 6-14; 2,15; 8,12). A torre, apontada pelo profeta, que foi construída no meio da vinha, simboliza que a vinha era cuidada, vigiada pelo proprietário. A vinha representa o povo eleito por Deus, que Ele retirou da escravidão do Egito e lhes deu uma terra prometida. Quando o povo sentiu fome, deu-lhes de comer. Quando o povo sentiu sede, deu-lhes de beber, ou seja, sempre cuidou do povo eleito. Porém, por sua vez, o povo de Israel não produziu os frutos de justiça que Deus esperava, como disse o profeta, “eu [Deus] esperava deles frutos de justiça – e eis injustiça; esperava obras de bondade – e eis a iniquidade” (Is 5,7).


No evangelho, extraído de Mateus, Jesus retoma, como já dissemos, ao narrar a parábola dos agricultores homicidas, o cântico da vinha cantado pelo profeta Isaías. Na parábola contada por Jesus, diferentemente do cântico da vinha de Isaías, são os vinhateiros que se rebelam e não a videira. Na lógica do cântico do profeta Isaías, o dono da vinha, Deus, destruiria a vinha. Jesus, por sua vez, não fala em destruição da vinha. Com Jesus, a mudança se encontra nos destinatários da vinha: o Reino de Deus, a vinha fica, mas será dada a outro povo. Esse povo a quem foi confiada a vinha, ou seja, o Reino, somos nós, que formamos a Igreja. Com Cristo a coisa mudou. Deus não rejeitará mais a sua vinha (a Igreja) porque esta vinha é Cristo, a pedra rejeitada pelos construtores e que agora se tornou a pedra angular (cf. Mt 21, 42).


Na segunda leitura, extraída da epístola aos Filipenses, Paulo recorda a comunidade de Filipos da importância da prática do que eles aprenderam e, a partir dessa observância, o Deus da paz estará com eles. Paulo exorta a comunidade sobre a importância da oração: “não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas necessidades a Deus, em orações e súplicas, acompanhadas de ação de graças” (v. 6) e recomenda à comunidade o testemunho que a mesma deve dar diante do mundo.


Portanto, a liturgia desse domingo nos faz refletir e nos obriga a tomar uma posição. Na vinha do Senhor, não há espaço para ramos secos e que não produzem frutos, esses são cortados e jogados fora, pois Jesus é a videira e Deus o agricultor. “Todo ramo que não dá fruto em mim, ele corta; e todo ramo que dá fruto, ele limpa, para que dê mais fruto ainda” (cf. Jo 15,1-2). Só poderemos dar frutos, se estivermos unidos a Cristo. Peçamos a Virgem Maria, aquela que, em Caná, ao perceber a falta de vinho, recorreu a Jesus (e não a outra pessoa) que nos ajude a produzir frutos em Cristo.


 


Autor: seminarista Ícaro Marcos Soledade Oliveira


Revisão ortográfica: Nelmira Moreira





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