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Colunas

Somos todos ORCRIM?

19/06/2017 às 08:06.

Na liturgia deste domingo (18.06) encontramos o seguinte texto: “Vistes o que fiz aos egípcios, e como vos tenho trazido sobre asas de águia para junto de mim. Agora, pois, se obedecerdes à minha voz, e se guardardes minha aliança, vós sereis o meu povo particular entre todos os povos. Toda terra é minha, mas vós me sereis um reino de sacerdotes e uma nação consagrada...” (Êx 19,5-6).


Estas palavras nos comovem!


Como não se comover diante da consciência que temos de que somos, na expressão bíblica, um sacerdócio régio, um povo escolhido, uma nação santa? Isso não é pura ufania, mas responsabilidade de fé. Que povo poderia alegrar-se tanto quanto o Povo de Deus, a sua grei escolhida desde Abraão para ser uma bênção entre todas as nações (vd. Gên 12)?


Esse Povo de Deus esparramou-se por todo o orbe, chegando à América e, a partir do ano 1500 aportou nas terras brasileiras, dando-lhes o nome de terra de Santa Cruz. Pois bem, nascida sob o signo da cruz, a nação brasileira recebeu desde cedo o selo do cristianismo e a herança histórica da raça abraâmica. Somos parte do povo da promessa, povo da esperança, renascido em Cristo pelo seu sangue espargido no altar da cruz, no calvário da sexta feira santa.


Decorridos tantos anos, séculos e milênios eis que as nossas sucessivas legislações nos firmam como um Estado laico, isto é, o povo segue sua crença, mas o Estado não tem obrigação de seguir esta ou aquela religião. Em outras palavras, o Estado é laico, mas o povo é religioso, pode, livremente, professar a sua fé sem ter que prestar satisfações a esse ou àquele governo.


Até aqui tudo pareceria normal se a imprensa nesta semana não nos brindasse com a mais esdrúxula e estarrecedora notícia que a nossa inteligência é chamada digerir: um senhor empresário que está sendo processado por diversos crimes de roubos (bilionários!), afirma que estamos sendo governados pela ORCRIM, isto é, a maior e mais perigosa organização criminosa já havida na história deste país, cujos principais membros ou já estão na cadeia ou habitam o palácio do Planalto. E, pasmem, o chefe da ORCRIM chama-se Michel Temer, nada mais nada menos que o atual presidente da república....!


Ora, senhores, para quem possui algum resquício de dignidade, o mínimo que se pode esperar da nação brasileira é a imediata prisão desse senhor e/ou a sumária execração dessa organização criminosa (a ORCRIM). O libertè, egalitè, fraternitè fez rolarem tantas cabeças na guilhotina francesa, só para dar um exemplo...  Agora, pergunto: não já passou da hora de bradarmos justiça, honra, dignidade e, sem fazer jorrar sangue, mandar toda essa gente para o lugar de onde nunca deviam ter saído: a mais fétida das cloacas existentes na face da terra?


Limpemos o Brasil, limpemos a nação brasileira, terra da Santa Cruz, afinal o que nos dignifica é a certeza de que somos o povo cujo Senhor nos conduz sobre asas de águia; somos raça escolhida, sacerdócio régio, nação santa. Não, verdadeiramente, não somos todos da ORCRIM!