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O Pastor que nos abre o caminho

08/05/2017 às 08:05.
O Pastor que nos abre o caminho Tradicionalmente, o quarto domingo da Pascoa é chamado de domingo do Bom Pastor, pois lemos, sempre, um trecho do evangelho de João que fala dessa realidade. A imagem bucólica do pastor é muito presente em toda a Sagrada Escritura. Deus é comparado a um pastor que que cuida, alimenta, cura e conduz as ovelhas, o seu povo.

O texto desse domingo apresenta-nos os primeiros versículos do capítulo dez, que na realidade, são introdutórios a todo discurso sobre Jesus como o Pastor Belo. Na verdade, o evangelho desse domingo ano A destaca a imagem de Jesus como aquele que é a porta. Ele é o pastor que entra pela porta e, ao mesmo tempo, é a porta.

A porta, em nossos estabelecimentos, tem um papel comunicativo, fazendo-nos entrar e sair de e para espaços distintos. Jesus é aquele que nos vem comunicar a realidade do Pai. Ele O revela. Faz-nos, portanto, entrar no mistério do Pai, conduz-nos a Ele. Outrora, já havia afirmado: “Ninguém vai ao Pai senão por mim”. É somente conhecendo o Filho, que conheceremos o Pai.

O Pastor Belo manifesta, no seu rosto, a beleza do amor do Pai e quer levar-nos a fazer a experiência do seu amor. Ele chama a cada um de nós pessoalmente, pelo nome, para sentirmos o amor incomensurável de Deus por todos nós de um modo singular. Necessário se faz que nos deixemos conduzir, escutando a sua voz para imergirmos no mistério do Pai e contemplarmos a beleza do esplendor de sua face.

Mas, além de nos fazer entrar, Jesus, o Pastor Belo, quer também que nos tornemos belos e, por isso, nos convida a sair. Quer ser porta na nossa vida para que deixemos recintos que não nos embelezam, mas pelo contrário, tornam-nos feios. Tudo que nos desumaniza é contrário à beleza que Deus quer nos conceder.

O Pastor Belo quer assim ser porta para nos libertar de nós mesmos e de outras realidades que nos embrutecem. Ele quer entrar em nossas vidas para nos fazer sair de sentimentos negativos, tais como, ressentimentos e mágoas; de marcas da história da nossa vida que nos imobilizam e não nos fazem viver em plenitude. Quer nos libertar dos medos e traumas que nos paralisam.

Jesus chama-nos, através de nossa consciência, a ouvir sua voz para também deixarmos situações e ambientes que não nos propiciam verdadeiro crescimento como pessoas, mas, pelo contrário, podem ao invés de nos fazer amadurecer, nos infantilizam; ao invés de nos tornar grandes de alma e de coração, tornam-nos medíocres e, por vezes, malévolos. Quer também que vivamos a religião de modo autêntico. Esta, quando é sincera e verdadeira é fonte de humanização.

O Senhor, longe de querer tonar a nossa vida oprimida, quer nos dar libertação e nos proporcionar um viver que seja pleno. Não quer tirar nada de nós, mas pelo contrário quer nos dar tudo, que nos faça verdadeiramente felizes. E um dia quer, também, nos fazer a atravessar a porta da entidade para vivermos eternamente felizes, pois Ele veio nos trazer vida e vida em abundância.

Pe. Pedro Moraes Brito Júnior






Pe. Pedro Moraes Brito Júnior Pe. Pedro Moraes Brito Júnior