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Colunas

A máscara do pecado

22/03/2017 às 09:03.

Atualmente, vivenciamos o avanço das redes sociais. Todas as pessoas estão conectadas, postando e publicando. Anos atrás, essa vida virtual só era considerada para os adolescentes e jovens. Porém, hoje, não há mais idade específica para estar conectado. Os idosos possuem perfis virtuais e trocam mensagens instantâneas. Nesse bombardeio de inovações tecnológicas, nem as nossas crianças ficaram isentas. Os pequeninos de hoje brigam, choram e esperneiam, quando alguém retira o aparelho eletrônico de suas mãos.

Essa inovação tecnológica que nos permite conversar com pessoas que estão a quilômetros longe de nós tem um lado bastante complexo. As pessoas, em sua grande maioria, constroem perfis que não retratam a sua vida, o seu modo de viver. O ambiente virtual parece um verdadeiro baile de máscaras que você não sabe decifrar quem é, de fato, aquela pessoa. Na fé cristã, também podemos construir ou possuir máscaras. A máscara que cega e desfigura o cristão é o pecado.

Em toda a Bíblia, especialmente no Antigo Testamento, já ouvimos muitas vezes falar em um rei chamado Davi, considerado como exemplo de rei justo. Porém, Davi pecou ao “encomendar” a morte de Urias, colocando-o na frente de uma batalha, a fim de ficar com a Betsabeia, mulher de Urias (cf. 2Sm. 11, 1-27). O pecado de Davi ao “solicitar” a morte de Urias, para ficar com a sua esposa já é grave. Porém, a culpa maior foi deixar essa máscara do pecado figurar o seu rosto.

No entanto, como diz o ditado popular “um dia a máscara cai”, a de Davi caiu quando o profeta Natã, a mando de Deus, conta-lhe uma história de dois homens, um rico e outro pobre e pede o julgamento do rei. Davi ao ouvir a história (que era semelhante a sua com Betsabeia) julga que o homem merecia morrer. Aqui, é que a máscara de Davi cai, quando o profeta Natã lhe diz: “esse homem és tu! [...] porque desprezaste a palavra do Senhor [...] feriste Urias [...] para fazer de sua mulher (Betsabeia) a tua esposa” (cf. 2Sm. 12, 1-15).

Na Igreja, somos CONVOCADOS a ser santos. Todo cristão é convidado a ser santo: “sede, portanto, santos como o vosso Pai celeste é santo” (cf. Mt. 5, 48). Mas quem é santo, um dia já foi pecador, ou como disse o Papa Francisco, “não existe santo sem pecado, tampouco um pecador sem futuro” (homilia na Missa matutina, 19/01/2016, casa Santa Marta).

Portanto, peçamos a Jesus que Ele retire a máscara do pecado que provoca em nós uma cegueira, assim como Ele fez com o cego (cf. Jo, 9, 1-41), curando-o de sua cegueira, Ele possa retirar de nós essa máscara do pecado. Porém, cabe também a nós vivermos uma vida de santidade, regada ao constante exame de consciência e arrependimento, afinal, “haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte” (cf. Lc. 15, 10).

Autor: seminarista Ícaro Marcos Soledade Oliveira
Revisão ortográfica: Nelmira Moreira



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